segunda-feira, 25 de março de 2013

Rolha #12

O desespero é o silêncio que nos consome, sem saber como nem porquê. A porta da oportunidade fecha sempre que tentamos alcançar o que queremos. Inevitavelmente, a mágoa por metas incompletas sobressai e perdemos uma corrida onde o único velocista ficou em segundo lugar. 
O silêncio… tudo o que diz fica guardado, em nós. É como uma criança triste que joga à bola e se imagina num grupo de amigos que não existe. É triste uma criança não ter amigos, confiança e... sem saber o que é, verdadeiramente, sorrir.
As pessoas passam por nós e não querem saber. Vivemos numa sociedade corrompida, sem valores morais e, como as crianças solitárias, que não sorriem. A natureza fica mais vulnerável e o mundo enfraquece como os ossos de um velho que conta histórias da sua infância. Mas isto é saber viver. Sentir que cada ruga e osso enfraquecido tem algo para contar, ensinar e reviver. Pensado bem, de quem é culpa desta rotina desesperada de alcançar algo que nos cega? Apenas, e só, nossa. Deprimimos porquê? Porque o que queremos não é nosso? Fraco é o Homem que não se ajoelha e que não chora por isso. No entanto, ao longo da vida, temos de nos fortalecer, criar barreiras que suportem a dor e procurar, num jogo de emoções, sentimentos e caras, o que nos faz criar um arco íris num dia de chuva. Desesperante é não encontrar a cor e manter a vida a preto e branco.
Há sempre um mágico que fará magia e te fechará num "suspanse". Um ilusionista que te criará ilusões. Um palhaço que te soltará gargalhadas sem fim. Depende de ti, no teu desespero silencioso, escolher o que queres. Encontrar a chama de um fogo apagado é tão difícil como procurar a saída de um cela sem grades!


 Liberta-te ou entrega-te mas encontra a oportunidade!

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