segunda-feira, 20 de junho de 2016

Dois cafés, por favor!

Não sei quanto tempo mais sou capaz de resisitir à força do esquecimento. Começa a ser insuportável a dor de não recordar a tua voz, o teu abraço ou o sabor do teu beijo. Resta-me guardar, em mim, o teu sorriso. É das poucas coisas que não se desvanceram com o tempo. E sabes porquê? Foi por isso que me rendi a ti. O batom recortava, delicadamente, cada retraço dos teus lábios. Os teus olhos fechavam, quase nada, e arrebitavas as maças do rosto. Eras o meu fruto proibido num cenário que sempre imaginara.

Desculpa. Por ter abandonado o início da nossa aventura. Continuas a ser a pessoa certa. Apenas aconteceu no período de tempo errado. Passaram-se anos e continuo prisioneiro de um sentimento que apagaste. Aprendi que não tenho o direito de entrar na vida de alguém quando parti sem deixar uma mensagem. Acredita, nunca deixei ninguém sem uma justificação. Foste e continuarás a ser sempre a única que me fez acreditar que é possível amar a partir do primeiro momento em que os nossos olhares trocaram mais do que expressões, um sentimento.

Dizem que o mundo se altera com uma única ação que praticamos. Diz-me: que preciso eu de fazer para te encontrar de novo? Não quero conhecer o mundo sozinho. Quero-te ao meu lado e só assim descobrirei a verdadeira essência do que é descobrir, cuidar  e partilhar.

Quero levar-te o café à cama. Deixar aquele aroma no ar. Não sei como gostas dele. Ou se eé um expresso ou um descafeinado. Tenho um palpite: café curto, forte e, se possível, vários ao dia. É a cafeína que te desperta. É a tua droga. Daria uma volta ao mundo contigo em busca do melhor. No intervalo, cruzaríamos céus e mares. Descobririamos o mundo dentro do nosso.

Recuso dizer adeus. Os anos passam e és uma memória bem mais viva do que esquecida. O engraçado disto tudo? Sei que as nossas mãos juntas transmitem a energia suficiente para iluminar, de novo, os caminhos que outrora se cruzaram.

Deixa que seja louco. Não tenhas medo. Apenas quero recordar a tua voz, o teu abraço e o teu beijo. Essas são as minhas drogas. Continuarei a viver sem isso mas não serei feliz. E um louco só o é se perder a noção do mal quando tem em si toda a bondade.

Estarei à tua espera. Sei que nos veremos novamente. Irei recusar as probabilidades que esto contra nós e, uma vez nos meus braços só te deixarei partir com uma promessa: que não falte café para tomarmos, na manhã seguinte ao primeiro raio de sol.

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