Do you remember?
Tristeza. É com um dos piores sentimentos que escrevo o último post do blog. Um último desabafo, uma última lágrima... uma última colisão de palavras com um fim muito próximo.
Acreditei, fiquei com esperanças e voltei a sentir o que nunca antes havia sentido. Forte e, até agora, permanente.
Sinto-me um perfeito idiota. Porque é que estou eu a insistir em algo perdido? Porque continuo a olhar para o espelho e acreditar que desta vez é possível? Porquê?
Será pela primeira palavra? Brincadeira? Beijo? Sim. Tudo isso. Pelo sorriso incessante que me cativou, pela simpatia mal humorada ou, simplesmente, pela forma carinhosa com que sempre me tratou.
E eu, o que lhe dei? Absolutamente nada! Sinto-me como uma formiga num oceano. Perdida do mundo sem nunca mais ter a possibilidade de ver terra à vista! Sinto-me fraco, perdido ... apaixonado. Numa altura em que já perdi quase tudo, resta-me olhar para o passado e recordar todos os bons momentos. E eu lembro-me de todos. Sim, EU lembro-me!
Do primeiro beijo, da primeira desilusão, do primeiro abraço, do primeiro sorriso, do primeiro olhar, da primeira palavra, do primeiro carinho, do primeiro sinal... lembro-me e enfraqueço-me ainda mais. Os olhos lubrificam-se constantemente, a saudade aperta mas, no fundo, o que mais custa é perceber que nunca mais vou ter a oportunidade que desperdicei. A oportunidade de fazer alguém verdadeiramente feliz, de mostrar quem e o que sou... de construir um simples "forte" em conjunto. Comecei a acreditar que isso era possível. O tempo não parou e os sentimentos também não. Eu continuo a desfazer-me em algo que não vai voltar, a aumentar o que sinto e a ter esperança de que os olhos de quem perdi consigam realmente perceber o que mudou... não eu... mas o que sinto.
No entanto, sei que acabou. Um "não" que vai fazer com que me afaste de quem eu menos quero afastar-me.
É impossível negá-lo quando está estampado em mim. Sim, sou idiota! Idiota por acordar todos os dias com aquele sorriso, simpatia e olhar dentro de mim. Mais idiota é perceber que sou o único a faze-lo. Detesto que construam uma imagem que não é a minha. Detesto a pessoa demasiado sensível que sou. Detesto estar sempre pronto a ajudar mesmo sem pedirem. Detesto sem tão eu!
O que posso eu fazer? Neste momento, selar o assunto só para mim e fazer o que sempre fiz... refugiar-me no meu espaço sem que ninguém se aperceba do que se passa. Detesto preocupar as pessoas... detesto magoá-las e fazer com que percam a confiança em mim.
Porque continuo a escrever? Porque mil e uma palavras seriam insuficientes para demonstrar o quão desiludido comigo mesmo estou... seriam muito menos para demonstrar o deserto em que me encontro... e seria impossível explicar o que sinto.
Mais uma vez, adormeço com a mão aberta na esperança de que a voltes a agarrar como da primeira vez mesmo sabendo que todas as manhãs irei acordar da mesma forma que adormeci... sozinho e sem o bater do coração suficiente para voltar a encarar a realidade.
Agradeço o simples facto da sua existência. Aquece-me por dentro e refresca-me por fora. Agradeço a sua preocupação, a sua disponibilidade... aquilo que me ensinou e me continua a ensinar. Agradeço tudo que envolva a sua natureza intocável e o mau feitio divertido também!
Se alguém se questionar o porquê de continuar a tentar por uma causa perdida... apenas continuem a acreditar mesmo que, dia após dia, chorem e esta não é a maior fraqueza de um Homem... é sim a sua sinceridade a manifestar-se sem ser reconhecida!
(... pág 1 de 3)
Acreditei, fiquei com esperanças e voltei a sentir o que nunca antes havia sentido. Forte e, até agora, permanente.
Sinto-me um perfeito idiota. Porque é que estou eu a insistir em algo perdido? Porque continuo a olhar para o espelho e acreditar que desta vez é possível? Porquê?
Será pela primeira palavra? Brincadeira? Beijo? Sim. Tudo isso. Pelo sorriso incessante que me cativou, pela simpatia mal humorada ou, simplesmente, pela forma carinhosa com que sempre me tratou.
E eu, o que lhe dei? Absolutamente nada! Sinto-me como uma formiga num oceano. Perdida do mundo sem nunca mais ter a possibilidade de ver terra à vista! Sinto-me fraco, perdido ... apaixonado. Numa altura em que já perdi quase tudo, resta-me olhar para o passado e recordar todos os bons momentos. E eu lembro-me de todos. Sim, EU lembro-me!
Do primeiro beijo, da primeira desilusão, do primeiro abraço, do primeiro sorriso, do primeiro olhar, da primeira palavra, do primeiro carinho, do primeiro sinal... lembro-me e enfraqueço-me ainda mais. Os olhos lubrificam-se constantemente, a saudade aperta mas, no fundo, o que mais custa é perceber que nunca mais vou ter a oportunidade que desperdicei. A oportunidade de fazer alguém verdadeiramente feliz, de mostrar quem e o que sou... de construir um simples "forte" em conjunto. Comecei a acreditar que isso era possível. O tempo não parou e os sentimentos também não. Eu continuo a desfazer-me em algo que não vai voltar, a aumentar o que sinto e a ter esperança de que os olhos de quem perdi consigam realmente perceber o que mudou... não eu... mas o que sinto.
No entanto, sei que acabou. Um "não" que vai fazer com que me afaste de quem eu menos quero afastar-me.
É impossível negá-lo quando está estampado em mim. Sim, sou idiota! Idiota por acordar todos os dias com aquele sorriso, simpatia e olhar dentro de mim. Mais idiota é perceber que sou o único a faze-lo. Detesto que construam uma imagem que não é a minha. Detesto a pessoa demasiado sensível que sou. Detesto estar sempre pronto a ajudar mesmo sem pedirem. Detesto sem tão eu!
O que posso eu fazer? Neste momento, selar o assunto só para mim e fazer o que sempre fiz... refugiar-me no meu espaço sem que ninguém se aperceba do que se passa. Detesto preocupar as pessoas... detesto magoá-las e fazer com que percam a confiança em mim.
Porque continuo a escrever? Porque mil e uma palavras seriam insuficientes para demonstrar o quão desiludido comigo mesmo estou... seriam muito menos para demonstrar o deserto em que me encontro... e seria impossível explicar o que sinto.
Mais uma vez, adormeço com a mão aberta na esperança de que a voltes a agarrar como da primeira vez mesmo sabendo que todas as manhãs irei acordar da mesma forma que adormeci... sozinho e sem o bater do coração suficiente para voltar a encarar a realidade.
Agradeço o simples facto da sua existência. Aquece-me por dentro e refresca-me por fora. Agradeço a sua preocupação, a sua disponibilidade... aquilo que me ensinou e me continua a ensinar. Agradeço tudo que envolva a sua natureza intocável e o mau feitio divertido também!
Se alguém se questionar o porquê de continuar a tentar por uma causa perdida... apenas continuem a acreditar mesmo que, dia após dia, chorem e esta não é a maior fraqueza de um Homem... é sim a sua sinceridade a manifestar-se sem ser reconhecida!
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