Existem momentos que nos deixam, permanentemente, tristes. Acredito que se tal acontece é porque uma mensagem tem de ser interpretada, uma ação feita ou uma lágrima solta.Estamos, ainda que neguemos, em teste. Todos os sorrisos, palavras, gestos, choros, desejos, vinganças, sonhos... são um motor incondicional que faz a ponte entre o real e o imaginário. Tudo é mais difícil quando caímos sem antes termos aprendido a voar. É irónico pois, ao longo de toda uma jornada, iremos reconhecer a sensação de estar de joelhos, mãos na cara e lágrimas a escorrer pelo rosto, sucessivas vezes, mas nunca teremos a capacidade de voar. É injusto sermos um corpo sem asas. Todo o animal as deveria ter.
Mas será que o tempo que empregamos a reviver momentos adversos não trás o seu Q. de força? Imaginem o que é passar uma vida sem uma única desilusão. Não é viver! Nós crescemos a brincar e é nesse mesmo espírito que devemos contornar o mal... a brincar. É com desilusões que atingimos a meta a que nos propomos, é ao saber superar dificuldades que nos tornamos fortes e é ao chorar que limpamos os olhos para o mundo e dizemos: Basta!
Enganem-se todos aqueles que pensam que a vida é demasiado curta para erros. A vida é feita de erros, meus caros. E ao não se aperceberem de tal... não estão a viver.
Custa? Se custa mas, e num sentido hostil, alguma vez imaginaram o que seria conquistar tudo sem esforço? Sem dor? Sem ... sonhar? Sim, porque para atingirmos os sonhos é necessária a humildade suficiente para reconhecer que começamos no chão (aquele onde fomos muitas vezes) sem nunca saber se atingiremos o céu porque, afinal, não temos asas. Será mesmo?
Cortem-me as pernas e eu dir-te-ei como correr. Os braços e serei o primeiro a demonstrar a sensação de um abraço. Tiram-te a oportunidade de voar e não sabes como reagir. Voltas ao chão!
Não é preciso asas para conheceres o céu. É necessário sonhares com o que realmente acreditas. Quando o fizeres irás dar por ti a conhecer o desconhecido e a conquistar o impossível. A simples imagem de uma criança com uma bola na mão faz-nos acreditar que controlamos o mundo... o nosso próprio mundo, na sua inocência e na sua verdade.
Tropeça, embrulha-te, esfola-te, chora mas, em momento algum, não desistas. Se as crianças não o fazem porque irás tu fazê-lo? E sabes o que é curioso? É que também tu já foste uma criança... também tu já aprendeste a sonhar. Tu sabes voar só tens de acreditar nisso!
Tropeça, embrulha-te, esfola-te, chora mas, em momento algum, não desistas. Se as crianças não o fazem porque irás tu fazê-lo? E sabes o que é curioso? É que também tu já foste uma criança... também tu já aprendeste a sonhar. Tu sabes voar só tens de acreditar nisso!
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